sábado, 27 de dezembro de 2008

Saudades de Diana


(La Bella Rafaella - Tamara de Lempicka)

Sinto saudades de Diana. Por isso resolvi ficar essa manhã isolada de todo mundo. Sozinha, sinto-a mais perto de mim. Levo o telefone e o sonzinho pro meu banheiro e aviso logo a todo mundo que não quero ser interrompida. Como desde a adolescência peguei a mania de tomar de vez em quando banhos prologados, ninguém estranha. Liguei no CD "Âmbar", da Maria Bethânia, e telefonei pra Diana.

Ainda estava dormindo, aquela preguiçosa! Mas me deu um bom dia bocejante, enquanto se espreguiçava, tão gostoso, que me fez ganhar o dia. Ela é tão bonita pela manhã, com os cabelos negros desgrenhados e com os olhos doidos pra pegar no sono novamente. Quando dormimos juntas, eu que sempre me acordo mais cedo, me jogo em cima dela e a encho de beijos quando isso acontece. Ela disse que sentiu falta disso e perguntou onde eu estava, depois o que eu estava vestindo e depois: - agora adivinha onde estou com a mão? - safada! aquilo me deixou molhadinha.

Enquanto falávamos ao telefone, despi a minha roupa, como ela pediu, e comecei a friccionar o clitoris com o dedo, enquanto isso ela também nua, fez um montinho com o lençol e deitou de bruços, de maneira que o montinho ficasse pressionando sua buceta. Diana sempre gostou de se masturbar assim. Ela contou que esteve ontem no meu apartamento e pegou o meu perfume e uma camisola de seda preta que ela me presenteou. Antes de dormir, vestiu a minha camisola e borrifou meu perfume nos lençóis, por isso acordou pensando que eu estava do lado dela. Aquela voz rouca, falando baixinho ao telefone, me acendeu.

- O quarto está geladinho e estou com preguiça de sair debaixo das cobertas. Está faltando você aqui pra me fazer levantar. - ela fala, relatando em seguida a maneira que costumo colocá-la de pé quando dormimos juntas nos finais de semana. Abro a necessaire e pego minha falsa escova elétrica (não é que ela não seja uma escova, mas eu não a comprei com o propósito de ver higiene bucal). Ligo e ela começa a vibrar, encosto a ponta do cabo no clitoris e continuo ouvindo a voz de Diana, descrevendo como ela gostaria de ser acordada.

Primeiro com um beijo. Mesmo com o bafo matutino, Diana nunca me negou um beijo na hora de acordar. Certo que nunca é aquele beijo em que se troca saliva, aí ninguém merece! Mas aquele monte de selinhos que fazem a gente sorrir sem se dar conta. Depois ela quer que eu continue beijando-a no pescoço e orelha, ao mesmo tempo que começo a friccionar sua buceta entre as minhas coxas. Gozo a primeira vez com a minha escova de dentes. Passo então a usar o cabo da escova para me penetrar. Na fantasia de Diana lambo seus peitos e dou mordidinhas leves nos mamilos arrepiados. Desço um pouco mais e enfio a língua no umbigo, e continuo descendo até a minha boca encontrar a sua xana.

Na minha imaginação, ela está deitada na beira da cama com as pernas abertas, sem calcinha, e com a minha camisola na cintura. De joelhos, ao pé da cama, uso a língua para brincar com o grelo. Meus olhos estão fixos nos olhos de Diana e de suas reações. Quando ela começa a se contorcer, sei que estou no caminho certo. Começo então com lambidas curtas, de baixo para cima, enquanto começo a estimular o grelo com os dedos. As lambidas ficam cada vez mais longas, até que a língua passa pelo cu. Ela estremece e eu dou atenção especial a minha parte favorita.

Diana levanta um pouco as pernas, para que o caminho fique mais fácil. Com uma das mãos, abro as polpas da bunda para deixar o buraquinho bem à mostra. Faço movimentos circulares com a língua, sentindo as preguinhas. A essa hora Diana já está gemendo alto. Enquanto continuo batendo siririca nela, faço movimentos de vai e vem tentando enfiar a língua. Tiro a escova vibradora da buceta e começo a esfregar o cabo no cu, e sinto as minhas pregas vibrarem.

Ouço a respiração de Diana ficar ofegante e geme baixinho. Chagamos ao orgasmo praticamente juntas. Saudades de você, Diana. Não vejo a hora de estar em seus braços novamente...

2 comentários:

Ulisses Adirt disse...

Agora, depois de ler isso, vou ter de matar a saudade de alguém... ao vivo.

André disse...

Seus textos me lembraram a fase "pornográfica" (na falta de nome melhor) da Hilda Hilst. =)