sábado, 2 de maio de 2009

O amigo - II


Esse post é uma continuação do penúltimo, intitulado O amigo – I.

* * *

Deitados na cama, conversamos sobre tudo. Incrível o clima de intimidade que surgiu entre a gente, talvez maior ainda por não existir entre nós envolvimento emocional. Rimos do pornô fuleiro que estava passando no canal interno do motel, ele zoou do meu cabelo meio molhado e muito assanhado, eu tirei onda dos pés frios que ele tem e dissemos um monte de sinceridades que em outra ocasião não falaríamos.

P. acha que a minha relação com Diana nunca foi equilibrada. Ele contou que via as vezes que ela agia de determinada maneira apenas para me contrariar – eu nunca fui de carinhos efusivos em público com namorado nenhum e me sentia menos à vontade ainda para fazer isso junto dela – e falou ainda que ela se “divertia” com o poder que tinha sobre mim. Isso machucou, fiquei me sentindo uma criatura sem personalidade, mas de fato eu sempre agia como um cachorrinho perto de Diana, só longe dela é que me tornava eu.

A conversa foi longa, com direito à lágrimas de minha parte, não por saudades dela, mas por me sentir mais insignificante que sujeira varrida para debaixo do tapete. Ele veio me consolar e disse que fez tudo para não estragar a noite, mas que tinha conseguido naquela hora. Contou que quando a gente se encontrou no barzinho não esperava que a gente fosse acabar a noite em um motel. Falou que achava que eu iria desistir de transar com ele no último momento, por isso me agarrou daquela maneira para não dar chance que eu fizesse isso.

– Dar prazer à mulher para mim é essencial, o meu próprio prazer fica em segundo plano sempre. Mas com você a minha preocupação quanto a isso é ainda maior, porque quando uma mulher toca uma mulher, ela sabe o que está fazendo. O homem tem apenas uma idéia de como a mulher pode ser tocada, e vice-versa. Nossos corpos são diferentes, precisam de estímulos diferentes, é disso que estou falando. Como você já experimentou o toque de uma mulher, que é perfeito porque é igual a você, eu tinha medo que meu toque imperfeito não fosse capaz de lhe arrancar suspiros. (foi mais ou menos assim que ele falou, como já faz alguns dias, pode ser que eu não esteja sendo fiel, mas acho que dá para entender o que ele falou).

Pôxa vida, e eu querendo fazer um boquete... disse isso e ele respondeu que achava que a última coisa que eu iria querer era essa. kkkkkkk. Mas foi legal porque a essa hora fomos ficando mais animados, até que ele disse: - o menino é todo seu -. Ele nem precisava repetir...

Ele estava deitado na cama de barriga para cima e eu me posicionei de quatro em cima dele. Em vez de ir direto ao ponto, lambi e mordisquei a virilha. Com a língua, fiz o caminho do ossinho da bacia até as bolas, e daí passei para a parte interna das coxas. O pau já tava que tava, com uma gotinha brilhando na ponta. Comecei lambendo de baixo para cima, devagar, para deixá-lo impaciente mesmo. Só depois de um tempo introduzi o membro dele na minha boca, lentamente, para ele sentir as oscilações da minha língua.

Hum, fazia tempo que eu não sentia esse gosto em minha boca. Aquilo me deixou com um tesão... ainda mais ao vê-lo jogando a cabeça para trás enquanto gemia. Por alguns momentos, fiquei fora de mim. Minha boca babava e chupava como se tivesse vida própria. Daí lembrei que eu queria mais, parei alguns segundos e fiquei lambendo as bolas - pensei em descer um pouco mais, só que isso poderia assustar o garoto, e o clima estava tão bom!

Ele colocou a camisinha e deitou, colocando as mãos cruzadas atrás da cabeça. Fiquei de cócoras sobre o pau dele e metia com força. P. levantou a cabeça e ficava olhando seu pau desaparecer dentro da minha boceta. Apoiei os joelhos na cama e fiquei esfregando meus seios na cara dele, enquanto fodia só a cabecinha. Até que, impaciente, me segurou pela cintura e me empurrou com força de encontro ao seu cacete. Enquanto eu fazia o movimento de sobe-e-desce, ele me acariciava os seios. Eu batia uma siririca e não tardei em gozar a primeira vez.

Comecei então a movimentar o quadril para frente e para trás, e o atrito dos pêlos dele no meu clitoris tiveram um efeito fantástico, e em pouco tempo gozei novamente. Ele levantou e ficou de pé na beira da cama, levantou minhas pernas juntas e apoiou no ombro e começou a meter. Eu só fechei os olhos e me entreguei ao prazer.

Diferente de quando se bate uma siririca, que o orgasmo chega quase repentinamente, naquela hora eu sentia um prazer crescente, que vinha de dentro do meu íntimo e aumentava a cada estocada. Eu só conseguia pedir para ele ir mais rápido, até que senti uma explosão de orgasmo - não é exagero, a sensação foi realmente essa, de uma explosão. Depois que essa sensação passou, veio uma outra, de relaxamento e serenidade.

P. continuou a meter, mas pouco depois ele rapidamente tirou o cacete, arrancou a camisinha, e gozou nos meus peitos. Senti vontade de colher as gotas de semem com o dedo e levar à boca, para sentir o gosto e não sei porquê não fiz isso. Ele se jogou na cama ao meu lado, com respiração ofegante, e me beijou.

7 comentários:

Dando a Bunda pra Bater disse...

Amigo que te come? Já era!

Abraços,

Enfil

conversaatrevida disse...

Sobre o seu comentário lá no Degusta:

"Às vezes, uma pessoa da relação não está preparada para ter experiência como essa. E aí, como fica?"

Pois é...Sabe que as vezes eu penso nisso....
Porque parece tão simples a resposta, aliás a GRANDE maioria vai dizer: Não faça nada só pra agradar o outro ou Se ele te ama, vai respeitar vc não querer...

PARECE tão simples, mas na prática não é né?
Porque quando a gente gosta fica mesmo tentada a agradar o outro, fica com medo do 'se eu não faço ele vai procurar outra que faça'

Enfim...Passando só pra desenvolver a frase...até porque é um tema que faz parte de um post que eu estou escrendo pro meu blog.

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"ainda mais ao vê-lo jogando a cabeça para trás enquanto gemia. Por alguns momentos, fiquei fora de mim. "

sabe que eu acho que essa é uma das situações mais excitantes que podem acontecer na transa?
Dá uma excitação extra 'sentir' o prazer do outro...Pena que tem homem que na hora da transa liga o MUTE...rs

E parabéns por citar a camisinha no post...infelizmente 90% dos textos contam os 'meteu, gozou, gemeu' mas esquecem de tornar 'natural' a camisinha estar presente na transa.

abraços

Atrê

cartasemresposta disse...

De longe acompanhando, de perto imaginando...
A riqueza de detalhes excita a gente por aqui, ela leu, eu li, adoramos! Vai Barbara, conta mais...!

o casalqseama* disse...

oi, bárbara!

te respondendo:
um casal tem que encontrar a sua sintonia. será que mais vale eu experimentar o que estou afim, sem a aprovação do meu parceiro, ou ter um relacionamento limpo, tranquilo e sólido? há aventuras que são coisa de momento, já um amor pode ser pra uma vida toda...

não me pergunte como, mas eu encontrei a sintonia, a cumplicidade, o diálogo sincero... talvez seja porque eu sempre me propus a isso - ser livre. às vezes somos o reflexo do que gostaríamos que os outros fossem conosco. por isso, sempre priorizei a liberdade, estando casada ou não!

ele é ouvinte e o que não concordamos, está fora, afinal, tem que se bom para os dois! amar é ceder e casar é abrir mão de certas coisas para ganhar outras... outras descobertas.

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saiba que torço por tua libertação. "toda forma forma de amor é justa". cabe a vc buscar teu espaço. não espere que os outros a compreendam. só a tua postura e caráter te trarão o respeito dos outros. não se anule. caso o faça não estará respeitando a si própria, como merecer o respeito dos outros? o que queremos do outro, começa em nós mesmos!


desculpe não comentar teu post, confesso que não o li, tô morrendo de sono, mas tinha que falar contigo... desde ontem teu comentário mexeu comigo.

obrigada pela franqueza.
és sempre bem vinda ao degusta!.

voltarei.
bjão da fê =D

Bruno Ribeiro disse...

Oi Bárbara, mais uma vez estou por aqui, primeiro pra te agradecer pela divulgação do evento. Não sei se você chegou a ir, mas, caso não tenha ido, foi maravilhoso, todos nós gostamos muito de ter feito. E a repercussão foi tão boa que já recebemos convites para outras apresentações, tanto em progrando de tv (do paulo poeta - tv assembléia), quanto em outras cidades do estado. Estou super feliz com isso.
Obrigado. Sei que seu blog é bastante visitado, isso nos ajudou muito.

Falando nisso, mais uma vez um ótimo texto. Espero que esses momentos de prazer e felicidades se transformem em algo constante em sua vida.

Em termos práticos, digamos, um texto como esse é melhor do que aquele da estagiária, por exemplo. Melhor porque algo se concretizou. Mas, em termos literários, digamos (de novo), a possibilidade, a suspensão dos atos, os verbos no futuro do pretérito me agradam mais... dá uma sensação de incompletude e dúvidas sobre o amor... algo assim: são amores ébrios... srsrs e possibilidades.

é isso,
beijos.

conversaatrevida disse...

Ok...a cama tava ÓTIMA..mas vc não acha qe já ta na hora de vc levantar e vir postar hein????


abraço

Atrê

Chevalier disse...

Concordo com "conversaatrevida"....Estou sentindo falta das tuas palavras e histórias...